Ordem em busca do progresso
A transformação da sociedade tem acontecido de forma progressiva, desde a pré-história até a Era do Conhecimento, onde no primeiro período, a relação social era quase inexistente, passando para o atual momento, onde as pessoas se organizam e dependem da sociedade para sobreviverem e viverem em associações.
O pensamento administrativo pode ser conceituado como um enfoque específico a um aspecto particular da organização, ou uma forma peculiar de estudá-la, e a organização desses pensamentos são formadores de teorias a serem estudadas pela Teoria Geral da Administração. Para facilitar o estudo, as teorias são agrupadas em Escolas e essas, como definido por Maximiano (2006), são a mesma linha de pensamento ou conjunto de autores que utilizam o mesmo enfoque.
TEORIA CLÁSSICA
A Teoria Clássica surge na fase monopolista do capitalismo, com a necessidade de novas formas de gestão de trabalho, grandes organizações e produção em série. Pode ser dividida em três correntes: Administração científica, gestão administrativa e teoria da burocracia; e possui quatro integrantes principais: Taylor, Ford, Fayol e Weber.
Na administração científica, representada principalmente por Frederick Taylor, o ser humano é considerado egoísta e racional, sendo motivado por bens materiais, a organização é considerada um sistema fechado, e cada indivíduo se especializa em uma tarefa e buscava-se em leis universais para administrar os processos de trabalho.
Já a gestão administrativa, com Henri Fayol como principal representante, distinguiu a administração das demais atividades da empresa, definindo as áreas de operação e funções da administração, e também seus princípios.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
Fundamentada a partir da experiência de Hawthorne, coordenada por Elton Mayo, trouxe a visão de que o ser humano é um ser social e aspectos psicológicos, sociológicos e emocionais são mais relevantes à disposição para produzir que a capacidade física.
Assim a empresa passa a ser vista como uma organização social, formada por grupos informais, onde as normas e padrões sociais condicionam o comportamento dos trabalhadores.
TEORIA DOS SISTEMAS
A teoria dos sistemas surgiu com a premissa de que sistemas são compostos de subsistemas, e as organizações atuam como um sistema, onde o estudo geral se sobrepõe ao particular, possuindo uma visão mais abrangente das organizações, que são abordadas como sistemas abertos em que as partes possuem interações e são independentes.
Como um sistema aberto, o comportamento das organizações passou a ser considerado probabilístico, onde são afetadas por variáveis externas imprevisíveis e desconhecidas, constituída de várias partes independentes, que se comunicam entre si através de entradas (material ou informação necessária para sua operação) e saídas (resultado do processamento e relações dos sistemas organizacionais), em que esses sistemas podem alcançar um equilíbrio ou se modificar caso necessário.
TEORIA DA BUROCRACIA
Críticas às teorias organizacionais existentes, especialmente à Teoria
Clássica (excesso de mecanicismo) e à Teoria das Relações Humanas
(sociológica e utópica em demasia) se refletiram na criação da teoria da burocracia.
Segundo Chiavenato (2003), a origem da Burocracia data a
Antiguidade, mas foi apenas depois da descoberta de estudos de Weber e a divulgação
nos EUA desses papeis, que a ideia foi para frente.
As falhas dessas teorias citadas, como a necessidade de um modelo organizacional mais
racional junto ao crescimento desordenado e da complexidade das empresas foram o que mais
contribuíram para o surgimento da Teoria da Burocracia.
A burocracia é confundida como um atraso às
organizações e quando algo demora acontecer, diz-se que é burocracia.
Weber dizia ser o contrário, para ele, a burocracia é a organização eficiente por excelência. A abordagem burocrática tem caráter descritivo e explicativo (CHIAVENATO,2003).
TEORIA ESTRUTURALISTA
Por volta dos anos 50, com a evolução do estudo de autores voltados à teoria da burocracia, surgiu com ela a teoria estruturalista.
Ela prega a ideia de que mesmo as organizações nunca serem iguais, elas sempre tem semelhanças que as permitem ser classificadas
e comparadas do ponto de vista de algo em comum ou uma variável importante.
Não necessariamente mais o dono da empresa a administra, e com isso surgiu o administrador profissional.
Mesmo com o aumento do volume de entregas, da velocidade de tomada de decisões e na melhora da precisão da operação, a estruturação
abre espaço também para resistência a mudanças, despersonalização do atendimento e excesso de formalismo.
TEORIA DA CONTINGÊNCIA
Outros tipos de teoria e métodos de administração muitas vezes falham porque negligenciam que os estilos de gestão e as estruturas organizacionais são influenciadas por vários aspectos.
Teoria Contingencial é um modelo dotado de grande flexibilidade, descentralização e desburocratização. É colocado como opção para ambientes em constante mutação e condições instáveis, contrapondo-se, de certa forma, ao modelo mecanicista que prevalece em situações e ambientes relativamente estáveis.
Os gerentes têm um papel extremamente importante na abordagem contingencial, uma vez que são eles que irão atribuir funções para cada colaborador, de acordo com as necessidades que surgirem pelo caminho. Por isso, é fundamental ser flexível para alterar o planejamento e as delegações de função sempre que necessário.
Veja mais sobre a evolução das teorias e a administração moderna:
https://www.youtube.com/watch?v=N8l5w1hTMA4
Referências:
CARVALHO, Lucia. Introdução à teoria geral da administração, 2008. Disponível em: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/md_lucia_maria_gadelha_carvalho.pdf. Acesso em 14/04/2021
MARQUES, José. O PAPEL DA TEORIA CONTINGENCIAL PARA ADMINISTRAÇÃO DE UM NEGÓCIO PRÓPRIO, 2019. Disponível em: https://www.ibccoaching.com.br/portal/o-papel-da-teoria-contingencial-para-administracao-de-um-negocio-proprio/. Acesso em 14/04/2021
CAETANO, Jéssica. Teorias administrativas: a evolução em decorrência das necessidades, 2009.
https://administradores.com.br/artigos/teorias-administrativas-a-evolucao-em-decorrencia-das-necessidades. Acesso em 14/04/2021
Membros:
Cássio Magalhães Alexandre
Eric Sardela Faria da Costa
Gabriel Miranda Silva
Giovana Campioto
Thiago Pereira Muniz
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